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Veja como as investigações chegaram a Ricardo Coutinho entre as fases da Operação Calvário

Coutinho é apontado como líder do esquema criminoso que desviava verbas públicas na Paraíba.

Por Redação Portal T5

06h40 - Atualizado 20/12/2019 às 09h46
STJ manda soltar ex-governador Ricardo Coutinho
STJ manda soltar ex-governador Ricardo Coutinho Foto: Reprodução

O principal alvo da Operação Calvário, o ex-governador Ricardo Coutinho, foi preso pela Polícia Federal na madrugada desta sexta-feira (20). O político aguarda a audiência de custódia, que deve acontecer ainda durante a manhã.

Coutinho é apontado como líder do esquema criminoso que desviava verbas públicas na Paraíba. Além dele, nesta fase, a Justiça decretou a prisão de mais 16 pessoas, entre elas, da deputada Estela Bezerra, a prefeita de Conde, Márcia Lucena e de ex-membros do governo.

Veja como foi cada fase da operação até a prisão do ex-governador:

Ministério Público começou investigando o desvio de recursos na Cruz Vermelha, em 2018
Ministério Público começou investigando o desvio de recursos na Cruz Vermelha, em 2018 Foto: Reprodução

A primeira fase da Operação Calvário foi deflagrada em 14 de dezembro de 2018, com objetivo de identificar uma organização criminosa teve acesso a mais de R$ 1 bilhão em recursos públicos para a gestão de unidades de saúde na Paraíba e em outras unidades da federação, entre julho de 2011 e dezembro de 2018.

Na primeira fase, 11 pessoas foram presas, entre elas, a ex-secretária de Administração do Estado, Livânia Farias. Ela é suspeita de receber propina da Cruz Vermelha, que administrava o Hospital de Emergência e Trauma de João Pessoa.

Na segunda fase da operação, deflagrada em fevereiro deste ano, a Polícia Federal cumpriu mandados de prisão e de busca e apreensão nas cidades de João Pessoa, Conde, no Litoral Sul paraibano, além do Rio de Janeiro. No dia 14 de março, a PF realizou a terceira fase da operação, quando, mais uma vez, o alvo foi a ex-secretária de Administração, Livânia Farias. Ela foi presa no dia 16 de março quando retornava de Belo Horizonte, capital mineira.

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Na quarta fase, deflagrada em 30 de abril, a servidora pública Maria Laura Caldas de Almeida Carneiro foi presa. Ela era lotada na Procuradoria Geral do Estado. Além do mandado de prisão preventiva, foram cumpridos 18 mandados de busca e apreensão.

A quinta fase foi no dia 9 de outubro. O então secretário executivo de Turismo da Paraíba, Ivan Burity, foi preso. O objetivo desta fase foi cumprir 28 mandados, sendo três de prisão preventiva e 25 de busca e apreensão, em cinco estados. O diretor administrativo do Hospital Geral de Mamanguape, Eduardo Simões Coutinho, também foi preso.

A sexta fase da operação foi no dia 15 de outubro. Foram cumpridos mandados em endereços ligados ao ex-secretário de turismo Ivan Burity e à advogada Luciana Ramos Neiva. Os hospitais Metropolitano Dom José Maria Pires, em Santa Rita, e Hospital Geral de Mamanguape, ambos administrados pelo Instituto de Psicologia Clínica Educacional e Profissional (IPCEP) também foram alvo da sexta fase, que também teve como objetivo apurar suspeita de irregularidades de contratos da gráfica Grafset com o Governo da Paraíba.

A sétima fase foi realizada na última terça-feira (17). Veja: Ricardo Coutinho é apontado como líder de organização criminosa e tem prisão decretada pela Justiça

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