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Mulher confessa ter planejado morte do irmão por motivo financeiro, na PB

No julgamento, Maria Celeste confirmou ter participado da ação que resultou na morte de Marcos Antônio, em 2016

Por Carlos Rocha

21h07 - Atualizado 12/10/2018 às 00h37

Em julgamento realizado nesta quinta-feira (11), na capital paraibana, Maria Celeste de Medeiros, suspeita de planejar a morte do próprio irmão, o estudante de veterinária Marcos Antônio Filho, de 28 anos, assumiu ter sido a mandante do crime e que o motivo foi financeiro.

A vítima foi baleada no dia 4 de junho de 2016 em um suposto assalto. Ele estava na padaria administrada pela irmã, no Jardim Luna, em João Pessoa. O crime foi flagrado por câmeras de segurança. Elas mostram o momento em que a vítima é levada para dentro do estabelecimento e acaba baleado, apesar de não reagir. Em seguida, os bandidos fogem na moto da vítima.

Marcos ainda foi levado para o hospital mas não resistiu aos ferimentos e morreu. A irmã, Maria Celeste, acompanhou todo o socorro, assim como as homenagens, que aconteceram nos dias seguintes. Ela ainda prestou depoimento como testemunha, mas a polícia já suspeitava da participação dela no crime.

Maria Celeste e sua companheira, Werllida Raynara da Silva, teriam planejado a ação, segundo a polícia. Tanto elas quanto os executores do crime e o intermediário foram presos no fim do mês de junho de 2016.

A polícia começou a desvendar a situação através de uma investigação feita nos celulares dos suspeito, e chegou à conclusão de que o crime teria acontecido por divergências na partilha dos bens da família. A polícia também teve acesso à mensagens trocadas entre Maria Celeste e o intermediário, que ficou responsável por fazer contato com os executores. Em uma das mensagens a ela teria dado a ordem de execução.

Ainda de acordo com as investigações, ela pagaria R$ 13 mil pelo crime, que entregaria quando recebesse o dinheiro dos membros da família, incluindo a parte do irmão.

Além de Maria Celeste, outras 3 pessoas foram ouvidas no julgamento desta quinta-feira (11), no Fórum Criminal. De acordo com o promotor e de Edjacir Luna, ao todo, oito pessoas foram acusadas, mas quatro conseguiram recurso contra o o pronunciamento e por enquanto não vão a julgamento.

Nesta quinta, os Réus apresentados foram Maria Celeste de Medeiros, acusada de ser a mentora do crime, Werllida Raynara da Silva, companheira de Maria Celeste que seria cúmplice, Jairo César Pereira, taxista acusado de dar cobertura aos bandidos e Valber do Nascimento Castro, primo de Maria Celeste, acusado de conseguir os contatos para a contratação dos bandidos.

22 jurados participaram do sorteio que escolheu 6 homens e uma mulher. O julgamento começou às 10 horas da manhã. Foram ouvidas as testemunhas de defesa e de acusação, em seguida começaram as interrogações com os quatro réus que estão sendo julgados.

O primeiro a ser ouvido foi Maria Celeste. Ela disse que o que motivou o crime foi uma discussão familiar por motivos financeiros por conta da venda de um imóvel da família, posteriormente ela acabou confessando que foi a mandante.

Em seguida foi ouvida a Werllida Raynara da Silva, que namorava a Maria Celeste na época e que estava no caixa do padaria no dia do crime. Ela diz que não sabia que a namorada havia planejado esse crime.

Logo após foi ouvido o Jairo César, que foi o taxista que teria levado os executores do crime até o local. Ele negou ter participado do crime.

O último a ser interrogado foi o Walber do Nascimento, primo de Celeste, suspeito de intermediar as conversas entre ela e os executores. Além deles, outros quatro homens que também teriam participação no crime ainda vão ser julgados em outro momento.