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Caso Mariana Thomaz: adiamento de Júri gera preocupações no MP da Paraíba

O juiz acatou o pedido da defesa e o júri foi remarcado para 16 e 17 de novembro

Por Carlos Rocha Publicado em
Júri popular de Johannes Dudeck acontece nesta quarta-feira (20)
Júri popular de Johannes Dudeck acontece nesta quarta-feira (20) (Foto: Reprodução/ Redes Sociais)

A promotora de Justiça do Ministério Público da Paraíba, Artemise Leal, revelou que o advogado de defesa do réu Johannes Dudeck, acusado do feminicídio da estudante Mariana Thomaz, solicitou um novo adiamento do júri popular, que está agendado para a próxima quinta-feira (9). No segundo pedido de adiamento, o advogado alega que participará de um congresso em Minas Gerais. O juiz acatou o pedido e o júri foi remarcado para 16 e 17 de novembro.

O Ministério Público diz que insiste em que o julgamento ocorra ainda este mês. Em caso de um terceiro pedido de adiamento, o MP solicita que o réu seja intimado a contratar outro advogado, e, caso não o faça dentro do prazo, um defensor público seja nomeado. A Promotoria acredita que a defesa está tentando postergar o julgamento, que deveria ter acontecido em 20 de setembro, e informará o caso à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-PB).

O crime aconteceu no dia 12 de março de 2022, quando Mariana Thomaz foi morta por Johannes Dudeck em seu apartamento. A perícia constatou esganadura e extrema violência sexual contra a vítima. O Ministério Público denunciou o réu pelos crimes de feminicídio e estupro.

A promotora Artemise Leal também alertou sobre o histórico de violência contra mulheres do réu e enfatizou a importância de que as mulheres busquem informações sobre as pessoas com as quais se relacionam. Ela explicou que muitas vezes, a violência começa com abusos verbais, psicológicos ou patrimoniais antes de evoluir para um feminicídio. O caso de Mariana Thomaz resultou na Lei Estadual 12.297/22 (Lei Mariana Thomaz), que impõe medidas de proteção às mulheres e promove a divulgação de antecedentes criminais de terceiros.

Artemise Leal lembrou que a Lei Maria da Penha é uma ferramenta importante na prevenção da violência doméstica e pediu às mulheres que nunca naturalizem a violência sofrida, buscando ajuda para romper com o agressor e acionando as instituições de proteção à vida.

O MP da Paraíba afirmou que está empenhado em garantir que o julgamento do réu ocorra conforme o planejado, e qualquer tentativa de adiamento será rigorosamente avaliada pela Justiça. O processo de Johannes Dudeck é considerado prioritário devido à gravidade dos crimes e à necessidade de justiça para a vítima e seus familiares.

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