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Algoritmo desenvolvido na PB detecta insuficiência cardíaca pela voz

O projeto, desenvolvido pelo pesquisador João Vitor Lira de Carvalho Firmino, envolveu ainda alunos do curso de medicina

Por Carlos Rocha Publicado em
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(Foto: Divulgação/ UFPB)

Na busca incessante por avanços científicos, a Universidade Federal da Paraíba (UFPB) destaca-se ao empregar a inteligência artificial (IA) em prol da medicina. Um notável exemplo dessa aplicação é o 'Marcador de Vozes', um algoritmo desenvolvido no Programa de Pós-Graduação em Engenharia Mecânica (PPGEM) que utiliza a IA para diagnosticar a insuficiência cardíaca através da análise da voz dos pacientes.

O projeto, desenvolvido pelo pesquisador João Vitor Lira de Carvalho Firmino, do Centro de Tecnologia (CT), e orientado pelo Professor Marcelo Cavalcanti Rodrigues, envolveu ainda alunos do curso de medicina Kamilla Azevedo e David Leone, sob orientação do Professor Marcelo Dantas Tavares de Melo, do Centro de Ciências Médicas (CCM). Em parceria com o Instituto do Coração da Universidade de São Paulo (Incor/USP), o 'Marcador de Vozes' destaca-se como um inovador método de diagnóstico.

O algoritmo utiliza uma rede neural artificial (RNA), um modelo matemático inspirado na estrutura neural de organismos inteligentes, para reconhecer padrões de voz e distorções causadas pela insuficiência cardíaca em ambos os gêneros (masculino e feminino). A pesquisa coletou vozes de 142 voluntários, utilizando técnicas de processamento de sinais frequentemente empregadas na engenharia mecânica.

Segundo o Professor Marcelo Dantas, o resultado foi surpreendente. O 'Marcador de Vozes' superou em velocidade e precisão os métodos de diagnóstico habituais (BNP e NT-proBNP) para insuficiência cardíaca. Com uma eficiência de quase 92% nos diagnósticos positivos e negativos, além de altos índices de sensibilidade (88%) e especificidade (92%), a ferramenta promete ser uma contribuição valiosa para a área médica.

Além de sua eficácia, o 'Marcador de Vozes' se destaca por ser não invasivo, baseando-se exclusivamente na voz humana. O Professor Marcelo Dantas enfatiza que, uma vez popularizado, o algoritmo poderá revolucionar a telemedicina ao permitir diagnósticos remotos e facilitar a triagem de pacientes.

No âmbito legal, duas patentes relacionadas ao 'Marcador de Vozes' foram depositadas no Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (INPI), aguardando análise para a concessão oficial. A UFPB busca apoio técnico do Hospital Israelita Albert Einstein, de São Paulo, para aprimorar o invento, aumentar o banco de dados e prospectar oportunidades no mercado.

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