sexta-feira, 18 de setembro de 2020
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Verbas do Sesi na Paraíba eram desviadas por empresas de fachada, diz MPF

Francisco Benevides Buega Gadelha, presidente da Fiep, teve a residência visitada pela PF

Por Redação Portal T5

13h49 - Atualizado 02/07/2020 às 14h11
Foto/Divulgação

Uma auditoria realizada pela Controladoria-Geral da União (CGU) em licitações executadas pelo Sesi na Paraíba foi o ponto de partida para Operação Cifrão da Polícia Federal, realizada nesta quinta-feira (2). As ações aconteceram em endereços dos investigados em João Pessoa e nas cidades de Campina Grande e Queimadas, no Agreste paraibano.

Francisco Benevides Buega Gadelha, presidente da Federação das Indústrias (Fiep), também teve a residência visitada PF.

Entenda o esquema

A CGU identificou que os documentos de licitação para realização de três obra não apresentavam competitividade entre empresas, segundo o Ministério Público Federal (MPF).

As empresas ganhadoras receberam cerca de R$ 7,6 milhões, com pagamentos vinculados a contribuições do Sistema “S” (Fiep e Sesi). Segundo as investigações, os valores foram repassados à empresas de fachada, que não tinham capacidade operacional para a execução das obras.

Ainda foi apurada a relação entre membros da Federação das Indústrias do Estado da Paraíba e sócios das empresas contratadas.

Com o sigilo bancário quebrado, movimentações atípicas indicaram repasse de valores recebidos pelas empresas contratadas para pessoas físicas e jurídicas ligadas à Fiep-PB.

Em coletiva, o procurador da República Renan Paes Felix explicou que “os recursos destinados ao financiamento do chamado Sistema S, obtidos mediante recolhimento de contribuições cobradas das empresas, devem ser utilizados para a consecução das finalidades de interesse público para às quais foram instituídos, e o seu manejo deve observar princípios constitucionais da Administração Pública, como a impessoalidade e moralidade.”