terça-feira, 19 de novembro de 2019
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Na Paraíba, pesquisador cria aplicativo para facilitar tratamento de crianças autistas

O projeto é desenvolvido através do Programa de Pós-Graduação em Computação, Comunicação e Artes (PPGCCA) da Universidade Federal da Paraíba (UFPB)

Por Carlos Rocha

14h01
Imagem: Divulgação/ UFPB

O pesquisador do Programa de Pós-Graduação em Computação, Comunicação e Artes (PPGCCA) da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) Rafael Toscano criou um projeto de aplicativo para fornecer informações e recomendar recursos audiovisuais e multimídia a terapeutas responsáveis pelo ensino de competências e de habilidades a crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA).

No framework em desenvolvimento de software, que é uma abstração que une códigos comuns entre vários projetos de software provendo uma funcionalidade genérica, todo o processo é divido em quatro etapas e considera os aspectos cognitivos, afetivos e psicomotores da criança.

Em cada um deles, o terapeuta deve atuar com um objetivo para estimular um conhecimento, uma competência ou uma habilidade.

Para isso, são disponibilizados cronogramas de organização e de atividades a serem desenvolvidas, com informações sobre os benefícios que o uso dos recursos pode ter.

“Ele foi feito para que os terapeutas entendam como organizar o conhecimento para as crianças, escolhendo qual tipo de vídeo, jogo ou abordagem é ideal para trabalhar com a criança”, explica Toscano.

Cerca de 30 terapeutas da Fundação Centro Integrado de Apoio ao Portador de Deficiência (Funad), em João Pessoa, colaboraram com a caracterização do cotidiano do tratamento e de intervenções a autistas, a partir da descrição dos formatos de interação e dos objetivos cognitivos.

“O uso das tecnologias pode ser positivo para o aprendizado dessas crianças. Poucos terapeutas utilizam esses recursos nas rotinas de trabalho”, conta Toscano.

Enquanto o aplicativo não fica pronto, no site do TutoPlay, é disponibilizado um painel que o terapeuta pode baixar e preencher, a fim de criar um plano de rotina para cada paciente. O documento também permite acompanhar a evolução e planejar e avaliar os resultados dos métodos utilizados.

De acordo com o pesquisador, a ferramenta pode beneficiar também adolescentes e jovens autistas. “A forma como as recomendações estão feitas pode ajudar a estruturar cursos profissionais para quem pretende entrar no mercado de trabalho”. Em parceria com a Funad, o pesquisador deve expandir o TutoPlay para outras regiões.