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Família aguarda parentes de fora para velar professor encontrado morto em Santa Rita

José Dionísio tinha 62 anos. Ele foi achado com golpes de arma branca no pescoço e no peito

Por Vitor Feitosa

20h40 - Atualizado 05/04/2019 às 20h43
José Dionísio tinha 62 anos e era professor
José Dionísio tinha 62 anos e era professor Imagem: Reprodução/TV Tambaú

A família de José Alves Dionísio, professor que foi encontrado morto na manhã desta sexta-feira (5), aguarda apenas a chegada de parentes que moram fora da Paraíba para organizar o velório e o sepultamento. O corpo da vítima, que tinha 62 anos, estava em um canavial às margens da BR-101, no município de Santa Rita, Grande João Pessoa.

Além de professor, José Dionísio também era servidor da Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP). Ele morava sozinho no bairro de Tambaú e tinha um filho de 32 anos. Segundo amigos, o paraibano era tranquilo e de bem com a vida.

“Era uma pessoa sempre pra cima, a gente nunca o via cabisbaixo ou triste. Muito pelo contrário, era sempre pra cima. Sempre empurrava a gente, com palavras de conforto, palavras de entusiasmo. Era uma pessoa boa, pessoa maravilhosa, carinhosa e carismática. Uma pessoa que ajudava muito a gente. A gente agora vai deixar para a polícia, porque pela cabeça da gente não passa nada que possa ter acontecido”, disse um deles, em entrevista à imprensa.

O cadáver foi achado em meio à plantação de cana-de-açúcar com marcas que apontam para uma morte a partir de golpes de faca. Para o delegado Aldroville Grisi, os primeiros indícios dão conta de que o homicídio aconteceu no próprio local.

“Os vestígios encontrados no local do crime indicam que foram golpes de arma branca, isso já dá à polícia uma linha de investigação. Nesse primeiro momento, achamos que ele foi assassinado aqui. Levou dois golpes de arma branca na lateral do pescoço e depois vários golpes paralelos ao peito. No pescoço, degolou, mas não decaptou”, explicou.

A Polícia Civil, porém, ainda não sabe dizer o que pode ter motivado o crime. Possíveis suspeitos também não foram apontados ou localizados até o momento. O caso segue em investigação.

Velório e sepultamento

Conforme pessoas próximas a José Dionísio, ele tem família grande, com irmãos que moram no Paraná, Espírito Santo e nos Estados Unidos. Os familiares aguardam apenas a chegada desses parentes para velar o corpo. Por conta disso, tanto velório quanto sepultamento ainda não têm data e local para acontecer.

Até o início da noite, o corpo do professor continuava no Instituto de Polícia Científica (IPC) da capital, a previsão é de que haveria liberação ainda nesta sexta-feira.

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