sexta-feira, 14 de agosto de 2020
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Justiça mantém prisão preventiva e Ricardo Coutinho vai para Penitenciária Média; assista

Decisão foi confirmada em audiência de custódia nesta sexta-feira (20)

Por Dennison Vasconcelos

10h50 - Atualizado 20/12/2019 às 11h56
Foto: Cristiano Sacramento/RTC

A Justiça decidiu pela continuidade da prisão preventiva do ex-governador Ricardo Coutinho, em audiência de custódia na manhã desta sexta-feira (20). O juiz Adilson Fabrício negou todos os pedidos da defesa do político, que reafirmou a inocência.

Ricardo Coutinho é apontado como líder de organização criminosa

Ricardo foi preso por volta das 3h desta sexta-feira, quando chegou à sede da Polícia Federal em João Pessoa. O político recebeu voz de prisão por agentes da Polícia Federal no aeroporto de Natal, no Rio Grande do Norte no final da noite desta quinta-feira (19). Ele retornou ao Brasil após ter conhecimento do mandado de prisão.

Na audiência, a defesa de Ricardo pediu a conversão de prisão preventiva para o cumprimento de medidas cautelares. No caso de manutenção da prisão, o advogado do político solicitou a ida do detido para o 5° Batalhão de Polícia Militar, no bairro de Valentina Figueiredo, diferente dos outros presos, que foram levados para a Penitenciária de Segurança Média Juiz Hitler Cantalice, em Mangabeira. A Justiça negou todos os pedidos feitos pelo advogado de Ricardo.

Na decisão, o juiz ainda proibiu o contato de Ricardo com Waldosn e Gilberto Carneiro, mas o político poderá ficar na mesma ala do irmão, Coriolano, também preso na Operação Calvário.

Coutinho e outras 16 pessoas são alvos de mandados de prisão preventiva na sétima fase da Operação Calvário, que investiga desvios de recursos públicos da saúde. Além do ex-governador, a deputada estadual Estela Bezerra (PSB), a prefeita de Conde, Márcia Lucena (PSB) e os ex-secretários foram presos por policiais federais. Além dos detidos, a PF ainda cumpriu 54 ordens judiciais de busca e apreensão.

Em nota ainda fora do país, Ricardo afirmou que é inocente e disse que colaborará com as investigações: "Com a maior serenidade digo ao povo paraibano que contribuirei com a justiça para provar minha total inocência. Sempre estive à disposição dos órgãos de investigação e nunca criei obstáculos a qualquer tipo de apuração."