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Julgamento de casos de pedofilia contra Igreja Católica deve prosseguir nesta terça-feira (29)

Sessão foi ​paralisada na última semana após um dos juízes pedir vistas do processo.

Por Redação Portal T5

09h31 - Atualizado 28/01/2019 às 09h50
O processo analisa a denúncia contra o padre Adriano José da Silva, já falecido,  na cidade de Jacaraú, no Litoral Norte da Paraíba.
O processo analisa a denúncia contra o padre Adriano José da Silva, já falecido, na cidade de Jacaraú, no Litoral Norte da Paraíba. Foto: Divulgação/Arquidiocese da Paraíba

Deve ser retomado no Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), nesta terça-feira (28), o julgamento por danos morais coletivos movido pelo Ministério Público contra a Igreja Católica da Paraíba, referente a crimes de pedofilia.

A sessão foi paralisada na última terça-feira (22) após o juiz Aluízio Bezerra pedir vistas do processo. Até o momento, dois magistrados já votaram a favor da condenação com multa de R$ 300 mil. Para que haja condenação, são necessários pelo menos três votos.

O processo analisa a denúncia contra o padre Adriano José da Silva, já falecido,  na cidade de Jacaraú, no Litoral Norte da Paraíba. Ele é acusado de abusar sexualmente de aproximadamente 20 jovens.

+ Igreja Católica na PB caminha para mais uma condenação por abusos sexuais

O desembargador e relator José Ricardo Porto acompanhou o parecer da Procuradoria de Justiça. Além dele, o também desembargador Leandro dos Santos foi favorável. Sendo assim, o terceiro e último voto deve ser do juiz Aluízio Bezerra, que pediu vista.

São três desembargadores e um procurador de justiça envolvidos no caso”, disse. “O processo tramitou na Comarca de Jacaraú onde o padre teria abusado sexualmente de menores. É o que conta nos autos. Então, o promotor, na época, propôs uma ação civil pública tudo indica que por danos morais coletivos”, completou.

O procurador ainda indicou que o líder religioso pode ter se apoiado no posto de muito respeito na cidade para cometer os abusos. “O que está em jogo é a responsabilidade solidária da igreja haja vista que não é uma questão de vínculo empregatício”, atenuou. “Ele [o padre] passa a integrar determinada comunidade, passa a ter um papel de respeito e representa a igreja”, exclamou.

Acho que cada um tem que fazer o seu papel. Isso [a igreja] trata-se de uma rede destinada ao acolhimento da sociedade”.

O caso foi publicizado pela primeira vez em 2013. Na época, Adriano pediu afastamento da igreja. Além dele, outros três líderes foram afastados por suspeita de envolvimento no crime. As investigações foram iniciadas quando um dos adolescentes de se declarou aliciado pelo padre foi apreendido após supostamente ter cometido um arrombamento.

Segundo o promotor, a condenação representará uma forma de “ressarcir a comunidade dos danos causados”. “Digo que é uma advertência jurídica pedagógica”, classificou. “O Papa Francisco, por exemplo, está repelindo, repudiando essas práticas. Não podemos fechar os olhos com o conhecimento dos casos”, finalizou.

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