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Igreja Católica na PB caminha para mais uma condenação por abusos sexuais

De acordo Hebert Targino, Procurador de Justiça, essa é uma forma de “ressarcir a comunidade dos danos causados”.

Por Redação Portal T5

15h30 - Atualizado 23/01/2019 às 17h44
O processo analisa a denúncia contra o padre Adriano José da Silva, já falecido,  na cidade de Jacaraú, no Litoral Norte da Paraíba.
O processo analisa a denúncia contra o padre Adriano José da Silva, já falecido, na cidade de Jacaraú, no Litoral Norte da Paraíba. Foto: Divulgação/Arquidiocese da Paraíba

Em entrevista ao Portal T5, o procurador de Justiça Hebert Targino, autor do parecer sobre o caso envolvendo exploração sexual na Igreja Católica na Paraíba deu detalhes do processo que tem como mote a denúncia ao padre Adriano José da Silva, já falecido. Este caso, inclusive, difere do processo em que o a Justiça do Trabalho foi condenada a pagar R$ 12 milhões.

A acusação movida pelo Ministério Público informa que o religioso teria abusado de pelo menos 20 jovens na cidade de Jacaraú, no Litoral Norte da Paraíba. Para que haja condenação, são necessários pelo menos três votos. O desembargador e relator José Ricardo Porto acompanhou o parecer da Procuradoria de Justiça. Além dele, o também desembargador Leandro dos Santos foi favorável. Sendo assim, o terceiro e último voto deve ser do juiz Aluízio Bezerra, que pediu vista.

São três desembargadores e um procurador de justiça envolvidos no caso”, disse. “O processo tramitou na Comarca de Jacaraú onde o padre teria abusado sexualmente de menores. É o que conta nos autos. Então, o promotor, na época, propôs uma ação civil pública tudo indica que por danos morais coletivos”, completou.

O procurador ainda indicou que o líder religioso pode ter se apoiado no posto de muito respeito na cidade para cometer os abusos. “O que está em jogo é a responsabilidade solidária da igreja haja vista que não é uma questão de vínculo empregatício”, atenuou. “Ele [o padre] passa a integrar determinada comunidade, passa a ter um papel de respeito e representa a igreja”, exclamou.

Acho que cada um tem que fazer o seu papel. Isso [a igreja] trata-se de uma rede destinada ao acolhimento da sociedade”.

O caso foi publicizado pela primeira vez em 2013. Na época, Adriano pediu afastamento da igreja. Além dele, outros três líderes foram afastados por suspeita de envolvimento no crime. As investigações foram iniciadas quando um dos adolescentes de se declarou aliciado pelo padre foi apreendido após supostamente ter cometido um arrombamento.

Segundo o promotor, a condenação representará uma forma de “ressarcir a comunidade dos danos causados”. “Digo que é uma advertência jurídica pedagógica”, classificou. “O Papa Francisco, por exemplo, está repelindo, repudiando essas práticas. Não podemos fechar os olhos com o conhecimento dos casos”, finalizou.

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