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"Não houve violação de segredo de justiça", diz procurador em resposta à Arquidiocese da Paraíba

Em nota, a Igreja Católica disse que adotará as providências pelo desrespeito à lei e à ordem jurídica.

Por Redação Portal T5

09h49 - Atualizado 22/01/2019 às 10h02
Eduardo Varandas é procurador do Ministério Público do Trabalho da Paraíba
Eduardo Varandas é procurador do Ministério Público do Trabalho da Paraíba Foto: Reprodução/Instagram

O procurador do Ministério Público do Trabalho, Eduardo Varandas, respondeu, na manhã desta terça-feira (22), as declarações da Igreja Católica após uma nota emitida pela Arquidiocese da Paraíba.

A Igreja Católica diz que "adotará as providências cabíveis perante os órgãos competentes para apurar responsabilidades pelo flagrante desrespeito à lei e à ordem jurídica" referente às informações que acredita serem sigilosas no processo.

Em entrevista ao Portal T5, o procurador nega as acusações de quebra de sigilo da Igreja. "A nota da Arquidiocese se limitou a uma pretensa violação de segredo de justiça por parte do Ministério Público, o que não ocorreu, nós apenas respondemos algumas questões feitas pelo repórter sem revelar aspectos concretos, nem do inquérito e nem da instrução processual, tampouco do conteúdo da sentença. Nós não sabemos qual documento serviu de fonte para realização da reportagem, todavia não veio do MPT", disse.

Eduardo Varandas ainda pede explicações da Igreja Católica referentes aos crimes que foi condenada. "Diante da gravidade de tantas alegações, por que a igreja se limitou somente a invocar o segredo de justiça? Por que não apresentou para a sociedade brasileira explicações das providências tomadas em face dos sacerdotes acusados. Por que não provou a sua inocência. Há de fato uma sentença judicial que a considera culpada e a imputa no pagamento de uma quantia milionária, isso sim é o que deveria ser discutido pela igreja e não a postura do MPT em um desvio de função que nunca existiu", completou.

Sobre os crimes, na nota divulgada, a Igreja Católica afirma que abriu um processo canônico desde o momento que recebeu a primeira denúncia sobre abusos sexuais envolvendo religiosos e adolescentes no estado. 

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