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Ministério Público investiga acidente em fábrica de Campina Grande

A Referência Regional em Saúde do Trabalhador do município (Cerest-CG) irá apurar as causas junto ao MPT

Por Carlos Rocha

17h25

As investigações para apurar as possíveis causas do rompimento do silo em uma fábrica de Campina Grande, que resultou em uma pessoa morta e uma ferida, na última quarta-feira (8), devem ser conduzidas pelo Ministério Público do Trabalho.

Referência Regional em Saúde do Trabalhador do município (Cerest-CG), está apurando as causas junto ao MPT e à fabricante ASA Indústria e Comércio LTDA.

Artur Sartori, engenheiro de segurança do trabalho da Cerest explicou que está apurando e ainda não tem como confirmar nada. Ele afirmou que somente com a conclusão do laudo será possível saber as causas do rompimento.

A empresa ASA INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA se manifestou, através de nota, emitida nesta quarta-feira (8), sobre o acidente com um silo, que deixou um morto e um ferido na unidade de Campina Grande, agreste paraibano.

A organização fala que está prestando toa a assistência aos familiares dos envolvidos no acidente. Afirmou ainda que atende as Normas Regulamentadoras do Ministério do Trabalho, além de cumprir políticas de prevenção de acidentes e primeiros socorros. Leia abaixo:

A empresa está prestando toda a assistência médica e psicológica às famílias das vítimas. O acidente ocorreu em uma área de pátio da fábrica que conta com normas operacionais e procedimentos de segurança muito rigorosos. Todos os operadores são capacitados com treinamento com foco na segurança operacional.

A ASA esclareceu que atende as Normas Regulamentadoras do Ministério do Trabalho e que possui no quadro de pessoal profissionais capacitados na área de prevenção de acidentes e primeiros socorros, a fim de preservar a integridade dos colaboradores.

A ASA segue empenhada e comprometida com o pronto esclarecimento dos fatos colaborando com as autoridades para a elucidação do ocorrido.

O caso

O funcionário de uma fábrica morreu e outro ficou ferido na manhã desta quarta-feira (08) na cidade de Campina Grande. Conforme informações do Corpo de Bombeiros, um dos silos de milho rompeu e acabou soterrando os trabalhadores.

José Eugênio Alves Pequeno, de 51 anos, foi atendido por equipes do Samu e encaminhando para o Hospital de Emergência e Trauma Dom Luiz Gonzaga Fernandes. De acordo com a assessoria de imprensa da unidade, até às 10h36 o estado de saúde era considerado regular. O outro ferido, Geraldo José da Silva, de 46 anos, também foi socorrido para o Trauma, mas não resistiu e morreu.

“As informações iniciais são de que o silo rompeu na parte de cima e as pessoas que estavam em baixo foram soterradas. Duas foram resgatadas, uma estado mais grave”, explicou a tenente coronel Jousilene de Sales, do Corpo de Bombeiros.

"Foi feita uma contagem dos funcionários que estavam no local e realmente foi constatado que só estavam faltando esses dois trabalhadores", disse a capitã Vivicléia, relações públicas do CB, ao Portal T5.

“Uma vítima chegou por volta de 9h40 ao hospital e a outra uma hora depois. A primeira vítima foi atendida e segue com os sinais estáveis. Está em observação clínica e fora de risco. A segunda vítima, que ficou soterrada por cerca de 40 minutos, foi socorrida pelo Corpo de Bombeiros e em posteriormente pela equipe de uma unidade avançada do Samu. Foi trazida ao hospital em manobra de ressuscitação cardiopulmonar. Chegou em parada cardíaca. Foi tentado mais um tempo de ressuscitação, mas infelizmente não se conseguiu êxito nessas manobras”, explicou o médico Jessé Clementino, que atendeu a vítima.

“Ele ficou esses 40 minutos soterrado, então tem a questão da asfixia, e outro mecanismo do trauma pode ter sido, inclusive, o peso que caiu sobre a cabeça. Quem vai definir isso é a necrópsia”, ponderou com relação à causa da morte.

O local foi isolado para realização de perícia.