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Mulher diz ter sido ferida por agulha em Campina Grande; casos chegam a 32

​Todos eles fizeram exames médicos e receberam um coquetel com medicamentos para prevenção de doenças.

Por Redação Portal T5

07h42 - Atualizado 14/06/2018 às 08h09
Divulgação

Deu entrada na noite desta quarta-feira (13), no Hospital de Emergência e Trauma Dom Luiz Gonzaga Fernandes, em Campina Grande, uma mulher de 23 anos. Ela disse ter sido perfurada por uma agulha durante os festejos no Maior São João do Mundo na cidade. Conforme a assessoria da unidade hospitalar, a entrada da vítima ocorreu às 21h29.

Com esse, chega a 32 o número de pessoas que relataram ter sido feridas nas festividades juninas. De acordo com o levantamento do Trauma, 27 foram no Parque do Povo e cinco no bloco Namoradilha. Ao todo, foram contabilizados 20 homens e 12 mulheres.

Contaminação - Apesar dos vários relatos, a médica infectologista Priscila Sá informou que a chance de infecção é mínima. “A chance de infecção é mínima devido à natureza leve das lesões e da forma como foi feito. A grande maioria das pessoas não tem certeza de que foram furadas com agulhas pois não viram o objeto. A polícia já está investigando e os pacientes estão em medicação preventiva e sendo orientados. A chance de infecção pelo vírus HIV é 0,3%. Com as medicações caem em 80%”, ressaltou.

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Segundo a médica, os relatos das vítimas são diversos. “Os relatos são das mais diversas formas possíveis, desde arranhões ou leves incômodos em alguma parte do corpo só sentidos ao chegar em casa, ao menor número de casos de lesões puntiformes em que as vítimas realmente viram uma pessoa portando uma agulha nas imediações em que se encontrava”, esclareceu.

Todos os pacientes foram submetidos a exames médicos e receberam um coquetel com medicamentos para prevenção de doenças infectocontagiosas.

Polícia investiga - Apenas uma pessoa procurou a Polícia Civil da Paraíba para registrar Boletim de Ocorrência (BO) sobre os ataques com uso de agulhas no Parque do Povo, em Campina Grande. Segundo o delegado da 10ª Seccional, Henry Fábio Ribeiro, as vítimas das supostas agulhadas precisam registrar o fato, em virtude deste crime, se comprovado, ser inicialmente tipificado como lesão corporal de natureza leve.

Neste caso, de acordo com a legislação penal, a investigação depende de uma queixa formalizada pela vítima, já que lesão corporal é um crime, cuja ação é de natureza pública condicionada à representação. “Ou seja, a vítima precisa fazer a denúncia para que a Polícia Civil adote as providências legais”, afirma Henry Fábio. Ainda segundo ele, o único BO feito na delegacia sobre o assunto foi registrado na sexta-feira (8). A queixa foi de uma mulher que afirmou ter sido furada por uma agulha no Parque do Povo. Assim que recebeu a queixa, o delegado instaurou inquérito para apurar o fato e determinou diligências.

“Já no dia seguinte (sábado, dia 9) solicitamos informações de outras pessoas que teriam sido atendidas no Hospital de Trauma de Campina Grande, que afirmaram ter sido vítimas de agulhadas. A unidade hospitalar respondeu que até a segunda-feira havia atendido seis pacientes. Com a divulgação dessas informações, o número de pessoas que se dizem vítimas cresceu de forma geométrica, mas não houve mais registros na delegacia”, destacou o delegado.

“Estamos solicitando laudos do hospital e buscando as demais pessoas para esclarecer o caso. Orientamos que essas pessoas procurem a delegacia para auxiliar nas investigações. Precisamos saber, por exemplo, qual local da ocorrência, se foi no Parque do Povo ou não, qual horário, saber se o caso se tratou de uma agulha mesmo e, caso positivo, saber se a vítima tem condições de identificar autores das agulhadas”, acrescentou.

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