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Réus negam participação na morte de Vivianny Crisley e culpam terceiro suspeito, durante júri popular

O júri aconteceu na tarde desta quarta-feira (16), no Fórum de Santa Rita, região metropolitana de João Pessoa.

Por Redação Portal T5

17h36
O júri popular aconteceu no Fórum de Santa Rita e terminou na madrugada desta quinta-feira (17)
O júri popular aconteceu no Fórum de Santa Rita e terminou na madrugada desta quinta-feira (17) Foto: Daniel Lustosa/RTC

Os dois suspeitos de matar a vendedora Vivianny Crisley em outubro de 2016, em Bayeux, foram a júri popular nesta quarta-feira (16), no Fórum de Santa Rita, na Grande João Pessoa. Fágner das Chagas Silva e Jobson Barbosa da Silva Júnior mudaram o depoimento e negaram participação no homicídio, culpando o terceiro acusado do crime, Allex Aurélio Tomás dos Santos, que havia sido condenado a 26 anos de prisão em fevereiro desse ano.

Vivianny foi morta após sair de um bar no bairro dos Bancários, em João Pessoa, de carona com os três rapazes dentro do carro. Ela foi atingida com golpes de chave de fenda, teve seu corpo carbonizado e jogado em um matagal de Bayeux. Um dos suspeitos, inclusive, confessou à época que a morte da jovem se deu porque ela “gritava muito dentro do carro, pedindo para ir para casa”.

No entanto, de acordo com os dois réus julgados nesta quarta-feira, essa história é “totalmente fantasiosa”. Tanto Fágner quanto Jobson, conhecido como Juninho, declararam que essa hipótese é mentirosa e negaram a participação no crime, afirmando que Allex Aurélio fez tudo sozinho.

No depoimento inicial, ambos haviam confessado o crime. Desta vez, após trocarem os defensores públicos por advogados particulares para realizar a defesa, os suspeitos alegaram que mentiram ao deporem pela primeira vez.

Fágner das Chagas, um dos réus no julgamento do caso Vivianny Crisley
Fágner das Chagas, um dos réus no julgamento do caso Vivianny Crisley Foto: Daniel Lustosa/RTC

Segundo eles, a mentira foi porque estavam sendo torturados e ameaçados na Central de Polícia Civil da capital, algo que foi negado pela Secretaria de Estado de Segurança e da Defesa Social, que informou não ter recebido nenhuma denúncia formal sobre o caso até o momento.

Os dois suspeitos disseram ainda que conheceram Vivianny naquele dia, e o crime aconteceu porque Allex Aurélio ficou com raiva da vítima por ele ter quebrado uma garrafa de uísque.

Por esse motivo, ele teria discutido com ela e em seguida pego uma chave de fenda para atingí-la. Allex então teria queimado o corpo dela, já morta, e jogado em uma mata. Em depoimento, Fágner e Juninho alegaram estar dormindo quando tudo aconteceu, e souberam do crime apenas quando a vítima já estava morta.

Entenda o caso

Vivianny Crisley foi vista pela última vez com os rapazes saindo de um bar no bairro dos Bancários, na Zona Sul da capital paraibana. As imagens do circuito de segurança do estabelecimento datam o dia 20 de outubro de 2016.

Na época, em depoimento, um dos acusados confessou que a jovem foi morta porque gritava muito pedindo para ir pra casa. De acordo com Allex dos Santos, Jobson e Fágner saíram com Vivianny, de 29 anos, e depois retornaram para a casa com a roupa manchada de sangue.

O corpo da vendedora foi encontrado em um matagal da cidade de Bayeux, também na região metropolitana de João Pessoa, apenas 17 dias após o assassinato em estado de extrema decomposição, beirando a feição de esqueleto.

Próximo da vítima, que também foi queimada, foram encontrados um cartão de crédito e uma sandália. A família reconheceu os objetos como sendo de Vivianny.

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