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Corpo de integrante do MST assassinado a tiros é enterrado nesta segunda (10)

O militante é a segunda vítima da mesma família morta em um acampamento do movimento rural.

Por Dennison Vasconcelos

07h35 - Atualizado 10/12/2018 às 08h46
O corpo de José Bernardo da Silva (conhecido como Orlando)​ é veleado no assentamento Zumbi dos Palmares, na cidade de Mari.
O corpo de José Bernardo da Silva (conhecido como Orlando)​ é veleado no assentamento Zumbi dos Palmares, na cidade de Mari. Foto: Reprodução/ Instagram Gleisi Hoffmann

Acontecerá nesta segunda-feira (10), o sepultamento de um dos integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra na Paraíba (MST-PB) assassinado a tiros na noite do último sábado (8) no acampamento Dom José Maria Pires, no município de Alhandra, litoral paraibano.

O corpo de José Bernardo da Silva (conhecido como Orlando) é veleado na capela Nossa Senhora Aparecida, no assentamento Zumbi dos Palmares, na cidade de Mari, na Região da Mata do estado. O enterro deve acontecer às 9h, no Cemitério São Sebastião, no município.

Rodrigo Celestino foi a segunda vítima do crime ocorrido no sábado. A família do militante preferiu não divulgar informações do velório e enterro realizado em João Pessoa.

Em nota, o MST informou que Orlando é irmão de Odilon da Silva, também assassinado há nove anos no estado. Odilon era do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), que emitiu nota se solidarizando com o MST. Outra organizações, a exemplo da Confederação dos Trabalhadores da Agricultura (Contag), já manifestam sua solidariedade e cobram justiça para mais este crime no campo brasileiro.

O movimento ainda afirma que “nestes tempos de angústia e de dúvidas sobre o futuro do Brasil, não podemos deixar os que detém o poder político e econômico traçar o nosso destino. Portanto, continuamos reafirmando a luta em defesa da terra como central para garantir dignidade aos trabalhadores e trabalhadoras do campo e da cidade”, declarou em nota.

Investigações - Em entrevista coletiva concedida nesse domingo (9), na Central de Polícia, em João Pessoa, a delegada Roberta Neiva disse que a polícia não descarta nenhuma hipótese sobre as motivações do crime e a única informação concreta sobre os suspeitos é que eram duas pessoas encapuzadas em um veículo.

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