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Moradores de bairro da capital se unem para transformar terreno abandonado em ‘ecopraça’

A associação dos moradores do Bessa que administra a praça foi fundada há nove meses, e já tem cerca de 200 membros.

Por Vitor Feitosa

15h37 - Atualizado 12/01/2018 às 15h40
Os moradores transformaram um espaço abandonado em uma área de convivência.
Os moradores transformaram um espaço abandonado em uma área de convivência.

Moradores do bairro do Bessa, em João Pessoa, se uniram em prol de um objetivo que está beneficiando a todos. Eles identificaram um espaço que se encontrava abandonado em uma das ruas da vizinhança, e o transformaram em uma “ecopraça”.

Antes da ação colaborativa, o terreno servia apenas como depósito de entulhos e lixo. Mas desde então, ele trouxe a nova proposta de um espaço de convivência.

“Nós tivemos a preocupação de cuidar desse espaço, para que ele não se deteriorasse. Na medida em que a gente está organizando a praça, estamos atraindo os que moram no entorno, porque as pessoas sentem a necessidade de dialogarem e conviverem. Hoje a ecopraça é um ambiente de convivência, recreação e um ambiente educativo, acima de tudo”, explica o pedagogo Jefferson Palmeira.

Hoje a ecopraça se sustenta com a colaboração de todos os moradores envolvidos.
Hoje a ecopraça se sustenta com a colaboração de todos os moradores envolvidos.

A associação dos moradores do Bessa que administra a praça foi fundada há nove meses, e já tem cerca de 200 membros. Todos eles ajudam a preservar o local da maneira que podem, seja plantando mudas, ajudando a pintar os materiais ou com os próprios conhecimentos técnicos.

Dois dos exemplos de como o trabalho em grupo pode ser positivo para o bem comum foi a criação de um poço no local, com o objetivo de regar as plantas, e uma estação de compostagem, que recebe o lixo orgânico e transforma em adubo.

“Eu tinha vizinhos há 10 anos e não sabia quem eram. Esse espaço permitiu exatamente a gente se encontrar, fazer lanches comunitários. A gente senta aqui e consegue conversar sem WhatsApp, sem celular. Eu acho que essa foi outra coisa muito bacana que essa experiência trouxe pra nós”, afirma Dailton Lacerda, professor e membro da associação.

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