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Justiça do RJ autoriza que criança mude gênero e nome na certidão

Em entrevista a mãe revelou como foi o processo de aceitação

Por Redação Portal T5

18h50 - Atualizado 09/06/2019 às 18h52
Foto: Márcia Foletto

Com 5 anos, uma criança disse para a mãe que era menina e não menino como o corpo tinha nascido. Em determinado momento na presença do irmão mais novo a criança ficou parada na frente de uma boneca.

Ao ver a cena, a mãe disse que a criança procurasse algo relacionado a menino, porém, ela não quis. Até a ocasião, era tratada como garoto, quieta e não interagia. Ela e o irmão estavam há dois anos vivendo com os pais adotivos.

"Ela já veio diferente do mercado, mais animada. No dia seguinte, eu lavava louça e ela disse: “Mãe, eu sou sua amiga”. Corrigi o gênero e ela corrigiu de volta: “Sou sua amiga porque sou menina”, relatou em entrevista ao EXTRA.

"Eu a botei do lado do irmão e mostrei que eram meninos. Mas ela insistiu. O susto foi tão grande que liguei na psicóloga e falei: “Tem outra criança dentro dela”, disse a mãe que hoje vive com a família na zona rural do Rio.

Dias depois a escola começou a ligar para a mãe. Mesmo com as dificuldades, a criança conseguiu ser chamada pelo nome que escolheu e recebeu acompanhamento psicológico.

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Aos 8 anos, a Justiça do Rio de Janeiro autorizou, em maio deste ano, a mudança do nome e gênero no documento da criança,

De acordo com a mãe, aceitar nunca foi um problema. "Só não aceitava porque não entendia. Agora é natural. E vejo como fez bem chamá-la pelo nome que escolheu. Ela não precisa mais me corrigir", revelou.