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Segundo caso de cura do HIV pode ter sido identificado após transplante

Mais de 35 milhões de pessoas no mundo estão infectadas com o vírus

Por Lillyane Rachel

00h00 - Atualizado 05/03/2019 às 13h37
Foto: DW / Deutsche Welle

Um homem que apresentou a fase em que não há sinais de atividade do vírus HIV-1, pode ser o segundo paciente curado da infecção pelo vírus da aids, de acordo com um artigo publicado na revista científica Nature.

É o segundo caso após dez anos da primeira confirmação de um paciente americano Timothy Ray Brown, chamado de "paciente de Berlim", curado da infecção depois de ser submetido à um transplante de células-tronco, na Alemanha.

A cura de Brown é a única que resultou na cura dessa doença, considerado de alto risco, até o momento, o transplante de células-tronco não apresentam resultados em outros pacientes.

Esses dois casos apresentaram a remissão do vírus após transplantes de médula óssea para o tratamento de câncer no sangue com células-tronco de doadores dotados de uma rara mutação genética que impede a propagação no organismo.

O pesquisador-chefe do estudo Ravindra Gupta, da Universidade de Cambridge, afirmou: "Ao conseguirmos a remissão em um segundo paciente utilizando a mesma técnica, demonstramos que o paciente de Berlim não foi uma anomalia."

Os cientistas alertaram que o transplante de medula óssea não é uma opção viável para o tratamento da aids. Entretanto, alegaram que o segundo caso da possível cura pode ajudar nas pesquisas para estratégias de tratamento.

De acordo com a Sociedade Internacional para a Aids (IAS), o caso do "paciente de Londres" é uma validação de que a aids tem cura. "A esperança é que isso possa levar a uma estratégia segura, econômica e fácil para atingir esses resultados através da tecnologia genética e ou de técnicas relacionadas aos anticorpos".

Mais de 35 milhões de pessoas no mundo estão infectadas com o vírus.