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Ministro decide intimar operadoras telefônicas depois de WhatsApp admitir disparos durante eleições

Jorge Mussi decidiu ainda que as operadoras devem listar ainda as linhas telefônicas que pertencem aos sócios das empresas.

Por Redação Portal T5

20h52 - Atualizado 10/10/2019 às 21h00
Foto: Reprodução

O ministro Jorge Mussi, corregedor do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), decidiu nesta quinta-feira (10), que operadoras telefônicas devem ser intimadas depois que o WhatsApp admitiu que disparos de fake news aconteceram durante as eleições de 2018. 

As operadoras deverão informar no prazo de três dias depois de receberem o ofício quais eram as linhas de telefone registradas em nome de quatro empresas que são suspeitas de fazerem envios de mensagem em massa na última eleição para presidente do Brasil.

Jorge Mussi decidiu que as operadoras devem listar ainda as linhas telefônicas que pertencem aos sócios das empresas: Quick Mobile, Yacows, Croc Services e SMS Market Soluções Inteligentes.

A decisão aconteceu em uma ação contra a campanha do presidente Jair Bolsonaro que estava prestes a ser julgada. A partir de agora, novas provas vão ser solicitadas mas ainda não há data para julgamento.

O uso de ferramentas de automatização, como programas de disparo de mensagens em massa foi vedada pelo TSE.

A análise, realizada no último mês, de uma amostra de linhas telefônicas com robôs usados para disparar fake news, mostrou que 80% desses números continuavam ativos.

Mussi afirmou que os novos fatos não poderiam ser ignorados. "Isso [a admissão de que houve disparos em massa] é um fato importantíssimo", declarou ao UOL na noite de hoje. "Não adianta você, em nome da celeridade, não buscar a verdade real e a prova", pontuou.

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