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Pessoas homofóbicas são menos inteligentes, revela estudo

Pesquisas anteriores feitas por norte-americanos já haviam chegado às mesmas conclusões

Por Carlos Rocha

20h07
Reprodução/ Internet

Um estudo da Universidade de Queensland, na Austrália, publicado no periódico Intelligence, revela que pessoas homofóbicas podem ser menos inteligentes. Pesquisas anteriores feitas por norte-americanos já haviam chegado às mesmas conclusões.

Este agora é o primeiro estudo feito fora dos Estados Unidos, que mostra que relação do preconceito e a pouca inteligência não está delimitada apenas à uma região. “Essas são correlações conhecidas entre baixas habilidades cognitivas e o apoio à atitudes preconceituosas ou contra a igualdade”, relatam os cientistas. “O nosso estudo contribui para o conhecimento em torno do tema provendo a primeira análise entre a habilidade cognitiva e atitudes contra questões LGBTQ+ com uma população fora dos EUA”.

A pesquisa analisou dados de mais de 11 mil australianos. Os relatórios foram feitos em 2012 e 2015 no país. O estudo mais antigo revelou as habilidades cognitivas dos participantes, já o mais recente, mostrou as atitudes deles em prol da luta por direitos iguais. No estudo de 2015, o principal levantamento era se as pessoas acreditavam que casais homossexuais deveriam ou não ter os mesmos direitos que os heterossexuais.

De acordo com os cientistas, a pesquisa concluiu que pessoas com mais habilidades cognitivas, isto é, com maior inteligência de acordo com a ciência, tem tendência a ser menos preconceituosas. Os cientistas afirmam ainda que a tendência acontece independente da educação ou situação econômica dos participantes.

“Nossos resultados sugerem que as habilidades cognitivas têm um papel crítico no preconceito. Sugerimos um foco maior nas pesquisas sobre habilidades cognitivas e uma integração desse fatos aos modelos de estudo do preconceito”, explicam os cientistas.

Com Revista Galileu