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Furacão Michael devasta Flórida e deixa 6 mortos

Fenômeno, que tocou a terra como um furacão de categoria 4, foi a tempestade mais violenta a atingir o estado em 80 anos

Por Carlos Rocha

23h28 - Atualizado 11/10/2018 às 23h30

Rebaixado para tempestade tropical, mas com fortes ventos e chuvas, o furacão Michael atingiu as Carolinas do Norte e do Sul nesta quinta (11) após deixar um rastro de destruição na Flórida e na Geórgia e causar ao menos seis mortes.

Mais de 1 milhão de pessoas ficaram sem energia, incluindo 390 mil na Carolina do Norte, e testemunhas narraram um cenário de devastação, com casas arrancadas, árvores caídas e destroços espalhados pelas ruas.

O Michael, que tocou a terra como um furacão de categoria 4 (em uma escala que vai até 5), foi a tempestade mais violenta a atingir a Flórida em 80 anos, com ventos acima de 240 km/h.

Durante a madrugada de quinta seus ventos perderam força e caíram para menos de 90km/h, o que fez ele ser rebaixado para tempestade tropical quando estava a caminho da Geórgia.

Autoridades do condado de Gadsden, na Flórida, confirmaram quatro mortes na região, incluindo a de um homem morreu após uma árvore caiu sobre sua casa. As outras vítimas são uma garota soterrada por destroços na Geórgia e um homem que estava em um carro atingido por uma árvore na Carolina do Norte.

Apesar de diminuição de sua intensidade, as autoridades das duas Carolinas e da Virgínia estão preocupadas porque a região ainda não se recuperou da passagem do Florence no mês passado, que já tinha causado inundações e ao menos 16 mortos.

O Michael entrou em terra firme na tarde de quarta (10) perto de Mexico Beach, no norte do estado e de lá seguiu para Alabama e Geórgia e depois para as Carolinas e para a Virgínia, em direção ao Oceano Atlântico.

Fotos e vídeos de Mexico Beach, que tem cerca de cerca de mil habitantes, mostravam o rastro de destruição, com casas flutuando no meio de ruas inundadas, algumas totalmente destruídas após terem perdido o teto.

"Minha casa em Mexico Beach está debaixo d'água", disse a contadora Loren Beltrán, 38, depois de ver imagens de seu bairro. "Perdi tudo de material, mas graças a Deus estamos bem". Ela e seu filho de três anos tiveram que se refugiaram em outra casa.

Também na região, Panama City parecia uma área de guerra depois de ter sido atingida durante mais de três horas por fortes ventos e uma chuva intensa que caía horizontalmente. As ruas eram intransitáveis e havia antenas, tetos, árvores e semáforos espalhados por todos os lados.

O governador da Flórida, Rick Scott, havia anunciado que o furacão seria "a tempestade mais destrutiva a atingir o 'panhandle' da Flórida em um século", usando o termo como é conhecida a faixa de terra na costa do Golfo do México. Com informações da Folhapres.