segunda-feira, 09 de dezembro de 2019
Busca

Portal T5

Futebol

Após polêmica com atacante, Trump parabeniza seleção dos EUA por título

às vésperas das quartas de final a atacando disse que não iria à Casa Branca em caso de título, Trump reagiu dizendo que ainda não havia convidado a jogadora, que precisava "vencer antes de falar."

Por Carlos Rocha

17h42
Foto: Lionel Boaventure/AFP

Após ter se envolvido em polêmica com a capitã da seleção feminina do Estados Unidos, a atacante Megan Rapinoe, o presidente norte-americano, Donald Trump, parabenizou a equipe pelo tetracampeonato mundial conquistado neste domingo (2), em vitória sobre a Holanda, por 2 a 0.

"Parabéns à seleção feminina dos EUA por vencer a Copa do Mundo! Jogo ótimo e emocionante. A América está orgulhosa de todas vocês!", publicou o presidente no Twitter cerca de duas horas após o final da partida.

Abertamente gay e defensora de bandeiras de igualdade racial e de gênero, Rapinoe, artilheira e eleita melhor jogadora do torneio, travou um conflito direto com o presidente americano durante a Copa do Mundo feminina.

Às vésperas das quartas de final contra a França, donas da casa e um dos melhores times do torneio, Rapinoe afirmou em entrevista que não iria "à porra da Casa Branca" se as americanas conquistassem o tetracampeonato.

Trump reagiu dizendo que ainda não havia convidado a jogadora ou a seleção para sua residência oficial e que Rapinoe precisava "vencer antes de falar."

"Ela não deveria desrespeitar nosso país, a Casa Branca ou a nossa bandeira, especialmente tendo em vista o muito que tem sido feito por ela e pelo time. Tenha orgulho da bandeira que você veste", retrucou o presidente.

A referência feita por Trump é em relação à postura de Rapinoe quando o Hino Nacional americano toca antes das partidas. Ela não canta e não leva a mão direita ao peito, como as demais jogadoras de sua seleção.

A recusa em replicar o patriotismo tão habitual nos EUA vem desde 2016, quando Rapinoe -uma atleta branca- se ajoelhou durante o hino antes de uma partida repetindo o gesto consagrado por Colin Kaepernick, ex-jogador negro da NFL (liga de futebol americano dos EUA), em protesto contra o racismo no país.

Seis meses depois, em aparente resposta às manifestações, a federação de futebol americana alterou seus regulamentos para exigir que os jogadores ficassem em posição de respeito, em pé, durante a execução do hino.

Rapinoe agora permanecesse ereta, porém em silêncio nos minutos que antecedem a partida. Durante os jogos e nas lutas fora de campo, porém, é uma das lideranças mais ativas entre as 23 americanas que buscam o quarto título no mundial -o segundo consecutivo.

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS)