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Jogos paralímpicos

Paraibanos sobem ao pódio com ouro no futebol de 5, em Tóquio

Time sai invicto da competição, com a marca de cinco vitórias.

Por Dennison Vasconcelos Publicado em
Luan da Selecao brasileira de futebol de 5 durante partida contra o Japão.
Luan da Selecao brasileira de futebol de 5 durante partida contra o Japão. (Foto: Takuma Matsushita/CPB)

O Brasil venceu a Argentina por 1 a 0 e conquistou o quinto título paralímpico no futebol de 5, na manhã deste sábado (4), em Tóquio. Com paraibanos no elenco, time sai invicto da competição, com a marca de cinco vitórias, 13 gols marcados e nenhum sofrido.

Os atletas são comandados pelo paraibano Fábio Vasconcelos. Entre os jogadores medalhistas, a Seleção Brasileira de Futebol de 5 tem os paraibanos Luan Lacerda e Matheus (goleiros), Maicon (ala) e Damião Robson (fixo).

Paraíba em Tóquio - O que pouca gente sabe, é que o futebol de 5 brasileiro tem fortes raízes no Nordeste, berço de tradicionais instituições formadoras de atletas como o Instituto de Cegos da Bahia (ICB), maior campeão nacional da história, com sete taças. A comissão técnica da Seleção adotou o 'tempero nordestino'  e reuniu cinco pessoas nascidas em Campina Grande para formar a "República da Paraíba".

Além do técnico Fábio Vasconcelos, o precursor desse grupo, a Seleção conta com Josinaldo Sousa, o Bamba, como auxiliar. "Comissão técnica é basicamente como uma família. Tem de ter pessoas da mais alta confiança, que se identificam com o treinador. E, é claro, ser competentes, vir para produzir. Quando assumi, levei Bamba de imediato, era uma das condições. Ele trabalhou bastante comigo e tinha vindo do profissional, sabia o que era o alto rendimento", contou em uma entrevista no ano passado.

Outro campinense convidado a se juntar ao grupo  foi o fisioterapeuta Halekson de Freitas, que também conhecia Fábio das quadras de futsal em Campina Grande. Junto, o trio conquistou todos os títulos possíveis da modalidade: um ouro paralímpico (Rio 2016), dois Mundiais (Madri 2018 e Tóquio 2014), dois Parapans (Lima 2019 e Toronto 2015) e duas edições de Copa América (2019 e 2013).

Em 2018, o fisiologista Alexandre Silva chegou à Seleção, também por convite de Fábio. Por fim, no ano passado, foi a vez do preparador físico Edson Júnior entrar para o time. Ele começou como goleiro de futebol de 5 em 1999 e chegou a disputar o Mundial de 2002, no Rio, quando o Brasil acabou na terceira colocação – no ano seguinte, Fábio iniciaria sua trajetória como goleiro da Seleção.

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