sexta-feira, 30 de outubro de 2020
Busca

Esportes

Esportes

Fair Play Financeiro: entenda o mecanismo que prevê mudanças na gestão dos clubes de futebol do Brasil

Institucionalmente, as marcas estão associadas não só ao que produzem dentro de campo (vitórias e títulos), mas aquilo que fazem fora das quatro linhas.

Por Redação Portal T5

16h16 - Atualizado 20/08/2020 às 12h51

Atualmente, o mundo do futebol passa por uma série de adequações no que se refere a gestão financeira dos clubes. Involuntariamente essa movimentação mostra-se primordial na garantia de bons resultados. Institucionalmente, as marcas estão associadas não só ao que produzem dentro de campo (vitórias e títulos), mas aquilo que fazem fora das quatro linhas. Prover bem-estar ao torcedor começa com a organização da própria casa.

Por esse motivo, um tema pontual é indissociável: Fair Play Financeiro. Em resumo, o termo representa a saúde financeira do futebol. Isso leva em conta a categorização e análise das ações tomadas pelas respectivas gestões dos clubes no intuito – inicialmente - de conscientizá-las promovendo controle e disciplinamento dos gastos.

Recentemente, uma decisão da UEFA surpreendeu todo aquele – seja torcedor, jornalista ou profissional - ligado ao mundo da bola: o Manchester City foi banido de todas as competições europeias por duas temporadas. A alegação da instituição era de que os donos do clube tinham feito aportes ilegais e camuflado receitas.

O caso foi encaminhado à Corte Arbitral do Esporte (CAS), que – após avaliação - reverteu a punição. Dentre os ajustes, a multa de 30 milhões de euros determinada ao City foi diminuída para 10 milhões.

Além disso, os ‘Sky Blues’ foram condenados por não ajudar nas investigações e não por irregularidades contábeis.

Para Maurício Corrêa, Presidente da Comissão de Direito Esportivo do Instituto de Advogados Brasileiros, o Fair Play Financeiro é uma forma de fazer com que os clubes adéquem obrigatoriamente as finanças. Ou seja, ter receitas superiores aos seus gastos. “Desta forma, o clube não vai poder gastar mais daquilo que recebe”, pontuou.

Em entrevista a Betway, site de esportes bet, Pedro Daniel, diretor-executivo da Ernst & Young, afirmou que “o Fair Play Financeiro não como objetivo causar punições. Ele tem como destino trazer lisura pras competições e mercado. Além disso, o desenvolvimento sustentável”.

Hábito

Na Europa, a prática do Fair Play Financeiro é uma realidade. O Brasil, contudo, é inserido atualmente nesse processo. A globalização de ideias tem como marco a orientação aos clubes. Em termos de legislação não há nada oficial.

Contudo, a projeção é de que o conceito e a prática sejam implementados e vigorem ainda este ano. Em resumo podemos pensar na mudança até mesmo cultura.

“A partir do momento que você tem uma gestão eficaz, com a visão de que as despesas não podem superar as receitas, cresce a possibilidade de atrair os investidores”, completou Maurício Corrêa.

Em médio e médio/longo prazo, o Fair Play financeiro pode auxiliar na mudança da realidade de clubes deficitários no país. Além disso, em curto tempo, prover o reforço e otimização no destino dos gastos e ganhos nas instituições esportivas.