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Greve nas Federais: comando propõe avaliação das propostas do Governo

Na Paraíba, a UFPB, UFCG e IFPB aderiram à greve

Por Carlos Rocha Publicado em
UFPB
Greve nas Federais: comando propõe avaliação das propostas do Governo (Foto: Divulgação/ UFPB)

O comando nacional da greve dos professores universitários, vinculado ao Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes), solicitou que os docentes realizem assembleias locais até sexta-feira (21) para analisar as propostas apresentadas pelo governo federal à categoria. Na Paraíba, a Universidade Federal da Paraíba (UFPB), Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) e Instituto Federal da Paraíba (IFPB) aderiram à greve

Avaliação das Propostas

Em um formulário encaminhado às seções sindicais, secretarias regionais e comandos locais de greve, o Andes questiona se os professores devem "assinar, ou não", as proposições do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) e do Ministério da Educação. Além disso, a consulta inclui a decisão sobre a continuidade da greve ou a busca por uma saída coletiva junto ao sindicato.

Prazo e Deliberações

Os docentes têm até o meio-dia da próxima sexta-feira para responder ao formulário. As respostas subsidiarão a reunião do comando nacional de greve, marcada para o fim de semana em Brasília. Atualmente, a greve iniciada em abril está em andamento em 64 das 69 universidades federais.

Pontos da Proposta do Governo

Segundo informações divulgadas pelo comando aos professores, a proposta do governo inclui:

  • Recomposição parcial do orçamento das universidades e institutos federais.
  • Implementação de reajuste de benefícios como auxílio-alimentação, auxílio-saúde suplementar e auxílio-creche, apesar de ainda não equiparados aos benefícios de outros poderes.
  • Elevação do aumento linear proposto para 2025 e 2026, totalizando 12,8%.

Contraponto do Governo

O governo federal argumenta que, com o reajuste de 9% concedido ao funcionalismo federal em 2023, o aumento acumulado pode variar entre 23% e 43% em quatro anos, acima da inflação estimada.

Últimas Movimentações

Recentemente, o Ministério da Educação se comprometeu a revogar a Portaria 983, de novembro de 2020, que aumentou a carga horária mínima semanal dos docentes após o término da greve. Além disso, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou investimentos significativos em infraestrutura para universidades federais e hospitais universitários, totalizando R$ 5,5 bilhões do novo PAC.

A decisão dos docentes em relação às propostas será crucial para o desfecho da greve e para futuros desdobramentos nas negociações com o governo federal.



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