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Economia

Banco do Brasil paga menos imposto e lucro cresce 36%

O Banco do Brasil teve um lucro líquido de R$ 4,4 bilhões no segundo trimestre.

Por Redação Portal T5

10h50

JOSETTE GOULART
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O Banco do Brasil teve um lucro líquido de R$ 4,4 bilhões no segundo trimestre. Comparado com o ano passado, foi um salto de 36%. Mas boa parte desse crescimento extraordinário se deve ao fato de que o banco pagou muito menos imposto neste ano.

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Para se ter uma ideia da diferença, o crescimento não chegou a 2% na linha do resultado do banco antes do imposto. No ano passado, no mesmo período, o BB desembolsou mais de R$ 1,8 bilhão de imposto de renda e CSLL. Neste ano foi pouco mais de R$ 570 milhões.

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A carteira de crédito chegou a se retrair no trimestre e o banco já prevê que pode terminar menor do que começou o ano. A queda neste trimestre foi pequena, de 0,4%, mas nas novas estimativas divulgadas no balanço, a retração poderá chegar a 2%. Se crescer, não será mais do que 1%. No começo do ano a estimativa era que o carteira de crédito aumentasse entre 3% e 6%.

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O movimento está sendo puxado pelos clientes pessoas jurídicas. O banco informa que a carteira no segundo trimestre caiu quase 8%, mas explica que o motivo foi um grande volume de amortizações no segmento de grandes empresas. Essas grandes empresas pagaram cerca de R$ 17 bilhões em empréstimos ao banco.

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Mesmo assim, o índice de inadimplência das operações vencidas há mais de 90 dias subiu. Na carteira total de crédito, este índice era de 2,61% no primeiro trimestre deste ano e saltou para 3,25%. O índice foi influenciado pela carteira do agronegócio, que tinha uma inadimplência de 1,68% no primeiro trimestre, e que saltou para para 3,08% em junho deste ano.

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O banco não menciona nome de clientes, mas informa que o índice de inadimplência de atraso superior a 90 dias foi afetado por um caso específico. Como o salto da inadimplência aconteceu na carteira de agronegócio, uma das possibilidades é que a recuperação judicial da Atvos, que pertence à Odebrecht, tenha afetado o balanço da instituição. O BB é credor em quase R$ 4 bilhões.

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As despesas com provisões para devedores duvidosos, que também mede o risco das operações de crédito, aumentou em relação ao primeiro trimestre do ano, cerca de 4%, chegando a R$ 5,1 bilhão. Mais uma vez o crescimento foi puxado pela carteira de pessoa jurídica, que saltou 16,5%. O banco informa que houve menor recuperação de crédito. 

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De qualquer forma, comparado com mesmo período do ano passado, houve até uma leve redução, tanto das despesas com devedores duvidosos quanto no índice de inadimplência.

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No segmento pessoa física, o banco continuou crescendo sua carteira de crédito, mas em menor ritmo do que seus concorrentes privados. Enquanto Santander, Bradesco e Itaú cresceram suas carteiras na média 15%, a do Banco do Brasil cresceu apenas 7,8% no segundo trimestre, comparado a igual período do ano passado. As carteiras que mais cresceram foram a de crédito consignado e empréstimo pessoal.