Paraíba, domingo, 17 de fevereiro de 2019
30° C
Busca

Portal T5

Economia

Desemprego segue em queda, mas ainda atinge 12,2 milhões de brasileiros

Apesar da redução no número de desempregados, 27 milhões de brasileiros estavam subutilizados em 2018.

Por Redação Portal T5

14h22

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta quinta-feira (31) a taxa de desemprego no Brasil que ficou em 11,6% no trimestre encerrado em dezembro de 2018, atingindo 12,2 milhões de brasileiros.

No ano de 2018, a taxa média de desocupação foi de 12,3%, ante 12,7% em 2017.

O país encerrou o ano passado com apenas 116 mil desempregados a menos, no comparativo com o 4º trimestre de 2017. Já na comparação com o 3º trimestre, houve uma redução de 297 mil pessoas no número de desempregados.

O gerente da pesquisa, Cimar Azeredo, destacou que entre os fatores que contribuíram para a maior geração de postos de trabalho nos últimos meses de 2018 estão o fim da incerteza eleitoral, a Black Friday em novembro, e o Natal.

Na comparação com o 3º trimestre, o aumento na população ocupada se deu, principalmente, no comércio, com 266 mil trabalhadores ocupados a mais. No segmento de comunicação, o aumento no contingente de ocupados foi de 190 mil novos trabalhadores. Já no setor de transportes, o aumento foi de 157 mil novos ocupados.

De acordo com o IBGE, a população ocupada no país cresceu 1% (894 mil pessoas a mais) na comparação com o 4º trimestre de 2017, reunindo 93 milhões de brasileiros, maior número já registrado pela série da pesquisa.

A queda do desemprego, entretanto, continua sendo puxada pelo crescimento do trabalho informal ou por conta própria.

O número de trabalhadores sem carteira assinada cresceu 3,8% (mais 427 mil pessoas) no 4º trimestre de 2018, na comparação com o ano anterior.

Já o número de trabalhadores por conta própria subiu 2,8% (mais 650 mil pessoas) em 1 ano, reunindo no final do ano passado o número recorde de 23,848 milhões de pessoas.

Por outro lado, o número de trabalhadores com carteira assinada caiu 1% (324 mil pessoas a menos) na comparação com o 4º trimestre de 2017.

Veja a condição de ocupação dos trabalhadores brasileiros em dezembro de 2018:

67,14% eram empregados

  • 35,47% tinham carteira assinada
  • 12,41% não tinham carteira assinada
  • 25,64% eram por conta própria
  • 6,74% eram empregados domésticos
  • 4,87% eram empregadores
  • 2,33% eram trabalhador familiar auxiliar

Falta emprego para 27 milhões

Apesar da queda do desemprego, a subutilização segue elevada no país, representando no final do ano passado 23,9% da força de trabalho. De acordo com o IBGE, 27 milhões de brasileiros estavam subutilizados no trimestre encerrado em dezembro – 344 mil a menos que no trimestre imediatamente anterior. Na comparação com o mesmo trimestre do ano passado, porém, esse contingente cresceu 2,1% (mais 560 mil pessoas).

O grupo de trabalhadores subutilizados reúne os desempregados, aqueles que estão subocupados (menos de 40 horas semanais trabalhadas), os desalentados (que desistiram de procurar emprego) e os que poderiam estar ocupados, mas não trabalham por motivos diversos.

Recorde de subocupados

Na comparação anual, o número de desalentados cresceu 8,1% (mais 355 mil pessoas), atingindo no 4º trimestre do ano passado 4,7 milhões de brasileiros. Já o de subocupados aumentou 7% (453 mil a mais, envolvendo o número recorde de 6,9 milhões.

Dos 27 milhões de trabalhadores subutilizados em dezembro de 2018:

  • 12,2 milhões estavam desempregados: pessoas que não trabalham, mas procuraram empregos nos últimos 30 dias;
  • 6,9 milhões estavam subocupados: pessoas que trabalham menos de 40 horas por semana, mas gostariam de trabalhar mais;
  • 7,9 milhões de pessoas que poderiam trabalhar, mas não trabalham (força de trabalho potencial): grupo que inclui 4,7 milhões de desalentados (que desistiram de procurar emprego) e outras 3,2 milhões de pessoas que podem trabalhar, mas que não têm disponibilidade por algum motivo, como mulheres que deixam o emprego para cuidar os filhos.

Renda do trabalhador

Os números do IBGE mostram ainda que a renda do brasileiro segue estagnada. No trimestre encerrado em dezembro, o rendimento médio real habitualmente recebido em todos os trabalhos pelas pessoas ocupadas ficou em R$ 2.154, o que segundo o IBGE representou estabilidade na comparação anual e com o trimestre imediatamente anterior.

Na comparação entre a média anual de 2012 e a de 2017, houve aumento de 4,4%.

Já a massa de rendimentos dos trabalhadores foi estimada em R$ 204,6 bilhões, ficando também estável nas duas comparações. Na média anual, houve aumento de 9% entre 2012 e 2018.