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46% dos brasileiros procuram parentes no momento de aperto financeiro, diz pesquisa

A pesquisa revelou ainda o comprometimento com o pagamento de contas diversas e os gastos com itens de vestuário e calçados foram os que mais pesaram no orçamento dos consumidores.

Por Redação Portal T5

11h45

Parentes e familiares são os mais procurados pelos consumidores no momento do aperto financeiro, e representam 46% das menções. Em segundo lugar estão os bancos (29%), depois as Financeiras (25%) e amigos/colegas (23%). Mesmo assim, somente 10% conseguem a ajuda esperada por parte dos familiares, e apenas 3% dos bancos.

A constatação é pesquisa da Boa Vista SCPC, que revelou ainda o comprometimento com o pagamento de contas diversas e os gastos com itens de vestuário e calçados foram os que mais pesaram no orçamento dos consumidores. O primeiro passou de 23% para os atuais 26%, e o segundo fator dos 15% para os 19%, respectivamente, na comparação entre o 1º semestre de 2018 e o 2º semestre de 2017.

Já entre as contas diversas citadas acima que deixaram de ser pagas: 33% referem-se à educação (colégio, cursos etc); 19% a compra de aparelho celular/smartphone; 15% com saúde (plano médico etc); 12% com taxas e tarifas (IPTU, IPVA, condomínio etc), 11% com outras contas (consertos de carro, despesas extras etc) e 10% com lazer.

Segundo o estudo, 86% das contas vencidas que causaram a restrição estão em atraso há mais de 90 dias. 11% de 30 a 60 dias e apenas 3% estão com o vencimento atrasado a menos de 30 dias. 50% dos consumidores possuem até duas contas vencidas (no 2º semestre de 2017 eram 40%). 31% têm três ou quatro contas e 19% têm mais de quatro contas com pagamentos vencidos.

Dos meios de pagamento utilizados nas compras dos bens ou serviços que geraram a restrição, 31% dos consumidores usaram o boleto bancário. Destes, 34% referentes a contas de telefone (celular/fixo); 25% às despesas com educação; 21% às contas de concessionárias (água, luz, gás); 10% a taxas e tarifas diversas (IPTU, IPVA, condomínio etc) e 1% a despesas médicas. O cartão de crédito foi citado como o segundo meio de pagamento (25%), seguido do cartão de loja (15%), carnê de financiamento/crediário (12%), empréstimo pessoal (8%), cheque especial (6%) e cheque pré-datado (3%).

66% dos consumidores inadimplentes possuem dívidas de até R$ 3.000 (contra 56% do semestre passado). 32% deles possuem dívidas de até R$ 1.000 (contra 24% anteriores). 34% deles possuem dívidas com valores acima de R$ 1.000 até R$ 3.000 (contra 32%). Já o percentual de consumidores com dívidas acima de R$ 5.000 caiu de 29% para 18%. Quanto maior o volume de dívidas, maior é o valor devido (46% possuem cinco contas ou mais que geraram a restrição e, nestes casos, os valores devidos superam R$ 4.000).

O percentual de consumidores inadimplentes que pretende priorizar o pagamento das compras com o cartão de crédito no 1º semestre de 2018 subiu de 21% para 36%. Já 22% priorizarão o pagamento dos boletos (no segundo semestre eram 27%). Destes, 41% referem-se às despesas com educação, 29% com contas de telefone, 14% concessionárias, 11% taxas e tarifas e 5% com planos médicos. No semestre passado, 27% disseram que iriam priorizar o pagamento de contas feitas com boleto.

Sobre o nível de endividamento, dos consumidores que estão inadimplentes, 70% afirmaram estar muito endividados neste último semestre, contra 73% dos respondentes na comparação com o mesmo período do ano passado. E destes, 81% disseram ser difícil manter as contas em dia, contra 88% no mesmo período de 2017. E mais, 56% informaram que estão com mais de 50% da renda comprometida com o pagamento de dívidas (vencidas ou não). No mesmo período de 2017, eram 66%.