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Venom chega aos cinemas sem Homem-Aranha e com um Eddie Brock mais humano

Mais leve e com efeitos especiais de primeira, o anti-herói da Marvel traz uma história enxuta e bem divertida.

Por Redação Portal T5

08h54

Venom acaba de chegar aos cinemas brasileiros em um universo totalmente repaginado. Deixando seu lado mais sombrio e sua histórica rivalidade com o Homem Aranha de lado. Ele surge como um anti-herói do universo Marvel no longa que estreia nesta quinta-feira (4) e traz Tom Hardy no papel principal. A direção é de Ruben Fleischer.

A trama começa mostrando a bem sucedida vida de Eddie Brock (Tom Hardy), um repórter investigativo de sucesso em São Francisco, nos Estados Unidos, que vive um relacionamento com a advogada Anne Weying (Michelle Williams) e vê no cientista Carlton Drake (Riz Ahmed), dono da Fundação Vida, um furo jornalístico que pode mudar a maneira como o mundo enxerga a controversa empresa que ele conduz.

Paralelamente, a história nos mostra um acidente espacial - que tem ligação com a empresa de Carlton – trazendo a bordo de um foguete caído na Terra alienígenas em busca de hospedeiros. Venom, entre eles

Aos poucos, o ego e o faro jornalístico de Eddie o levam para um declínio físico e financeiro, que ele só supera ao se deparar com uma nova investigação. É nessa hora que somos apresentados ao eminente encontro entre Venom, o alien, e Eddie Brock.

A partir daí, nos deparamos com Eddie Brock como um excelente hospedeiro. Venon dá para ele habilidades impressionantes. Em contrapartida, ele consegue passar para o alien uma relativa intimidade e atenção que lhe fazia falta.

O que poderá não agradar aos fãs mais clássicos do vilão da HQ é o fato de que a interpretação de Tom Hardy como hospedeiro e, conseqüentemente, de seu Venom, é mais cômica, embora nunca deixe de ser pertubadora. Bem diferente do clima sinistro e mais pesado que se espera do personagem. No entanto, a fúria e raiva da junção dos dois está lá.

O tom mais bem humorado não é exclusivo dos diálogos entre Eddie e Venom. O filme todo conta com bom humor, característico do diretor, o mesmo do divertido Zumbilândia, e os efeitos visuais enchem os olhos e realmente impressionam. Há uma cena de perseguição entre carro e moto impagável!

No geral, o filme diverte e é uma boa opção de entretenimento, mas se entrega a clichês do gênero, sendo o cientista quase caricato que não se importa com as conseqüências de seus experimentos o principal deles.

Segundo o SBT, vale lembrar também que o filme não tem ligação com o universo Marvel já desenvolvido nos cinemas. Ou seja, a chance de você ver uma interação entre Tom Hardy esbarrando por aí no Peter Parker de Tom Holland são nulas. Uma pena!