sexta-feira, 18 de setembro de 2020
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Pai alega que homem acusado de racismo tem esquizofrenia, diz delegado

Mateus Abreu Almeida Prado Couto humilhou um motoboy no último dia 31 de julho, em um condomínio em Valinhos (SP)

Por Carlos Rocha

22h00 - Atualizado 07/08/2020 às 21h19

O delegado Luís Henrique Apocalypse Jóia, da Polícia Civil de São Paulo (PCSP), afirmou no início da noite desta sexta-feira (7) que o pai do contabilista Mateus Abreu Almeida Prado Couto teria apresentado, segundo o boletim de ocorrência, um documento que atesta que o filho sofre de esquizofrenia.

Mateus Couto humilhou o motoboy Matheus Pires ao chamá-lo de semianalfabeto e lixo. Branco, o homem alegou também que o jovem teria inveja das casas do condomínio e da cor de pele dele. O episódio aconteceu no último dia 31 de julho, em um condomínio em Valinhos (SP).

“Constou-se no boletim de ocorrência que o pai teria exibido esse documento. Nós solicitaremos assim que houver a representação por parte da vítima, aí a gente vai checar ou não”, disse o delegado, em entrevista coletiva. Segundo ele, a pena máxima é de até três anos. O boletim de ocorrência foi registrado como injúria racial.

“Depende muito do laudo médico. Se constatar que ele [Mateus Couto] não tem condição de saber exatamente o que está fazendo, há uma medida de segurança, não seria a prisão. Mas isso a gente vai verificar assim que a vítima represente”, reforçou o delegado, ao evidenciar que só foi feito um boletim de ocorrência até o momento.

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