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Etiqueta respiratória pode ajudar a prevenir o Coronavírus

Consultora em saúde alerta sobre os cuidados que a população deve ter no dia a dia para evitar contaminação pelo coronavírus.

Por Redação Portal T5

15h15 - Atualizado 26/02/2020 às 15h53

Cobrir a boca e o nariz ao espirrar, lavar bem as mãos e evitar o contato com pessoas com sintomas suspeitos do Coronavírus são algumas das orientações que podem ajudar a reduzir a contaminação pelo vírus. Diante do primeiro caso confirmado do Coronavírus no Brasil e o primeiro suspeito na Paraíba, especialista alerta para transmissão acelerada da doença, tendo em vista que a doença já é uma epidemia e virou questão de saúde pública global.

Com a proximidade do vírus é importante ter a informação como aliada e entender o que já se sabe sobre a doença. Saber identificar os sintomas e utilizar da etiqueta respiratória como medida de prevenção. Para isso a Consultora em Saúde e Enfermeira do curso de Enfermagem da Faculdade Internacional da Paraíba, Ana Rita Bezerra, reforça algumas orientações básicas que devem ser seguidas não só na prevenção do Coronavírus, mas também de outras doenças de perfil respiratório.

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“Primeiro é preciso que a população saiba sobre os sintomas. Para infecções
confirmadas pelo novo coronavírus (2019-nCoV), há relatos de pessoas com
sintomas leves e outras com sintomas muito graves, chegando ao óbito, em algumas situações. Os mais comuns podem incluir tosse, dificuldade para respirar, batimento das asas nasais e febre, porém a febre pode não estar presente em alguns pacientes, como aqueles que são muito jovens, idosos, imunossuprimidos ou os que tomam medicamentos para diminuir a febre”, alertou a especialista.

A Consultora em saúde explica que os sintomas do novo coronavírus (2019-nCoV)
podem aparecer em apenas 2 ou 14 dias após a exposição e a melhor maneira de
prevenir esta infecção é adotar ações para impedir a propagação do vírus.
“Para a população em geral, as orientações básicas são as medidas de etiqueta
respiratória: se tossir ou espirrar, cobrir o nariz e a boca com cotovelo flexionado ou lenço de papel; utilizar lenço descartável para higiene nasal (descartar imediatamente após o uso); evitar tocar mucosas de olhos, nariz e boca e realizar a higiene correta das mãos”, pontuou.

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A especialista explica ainda que os cuidados preventivos também devem ser reforçados pelos profissionais da área da saúde. “Já existem protocolos que regimentam os profissionais da área. Mas em casos de surtos a recomendação é reforçar a higiene das mãos com água e sabonete líquido ou preparação alcoólica; usar óculos de proteção ou protetor facial, máscara cirúrgica, avental impermeável, luvas de procedimento, os profissionais de saúde deverão utilizar máscaras N95, FFP2, ou equivalente, ao realizar procedimentos geradores de aerossóis como por exemplo, intubação ou aspiração traqueal, ventilação não invasiva, ressuscitação cardiopulmonar, ventilação manual antes da intubação, indução de escarro, coletas de amostras nasotraqueais e broncoscopias e
outros cuidados”, concluiu.

Na Paraíba, a recomendação da Secretaria Estadual de Saúde, em casos suspeitos da doença, é que os pacientes se dirijam, na Capital, ao Hospital de Doenças Infecto Contagiosas Clementino Fraga, e Hospital Universitário Lauro Wanderley. Já em Campina Grande, o Hospital Universitário Alcides Carneiro estará recebendo essas demandas.