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'Tenho o benefício da dúvida', diz deputada Flordelis sobre assassinato do marido

Inicialmente, a deputada sustentou que o crime se tratava de um assalto

Por Carlos Rocha

19h27
Foto: Reprodução/ Instagram

A deputada federal Flordelis (PSD-RJ) defendeu-se nas redes sociais, na noite deste sábado (22), das acusações de que estaria envolvida no assassinato do marido, o pastor Anderson do Carmo, 42.

Ela afirmou que tem o "benefício da dúvida" mesmo após ter apresentado uma versão inicial rejeitada pela polícia. Inicialmente, a deputada sustentou que o crime se tratava de um assalto.

"Outros comentários me condenam pela primeira versão minha de assalto. Quem faz isso, como reagiria ao ouvir tiros em casa, que mataram o marido, numa madrugada de uma cidade violenta?", questionou.

O assassinato aconteceu no domingo (16), por volta de 4h, após o casal chegar de uma confraternização. Ao entrarem em casa, no bairro de Pendotiba, Anderson retornou à garagem para pegar algo no carro e disparos foram ouvidos. Dois filhos do casal estão presos temporariamente sob suspeita do crime.

Flordelis contou em entrevista após o assassinato que percebeu que o veículo dirigido por Anderson estava sendo perseguido por duas motos, em Niterói. A deputada disse, ainda, que o pastor evitou que criminosos invadissem a casa da família.

A delegada Bárbara Lomba, da Divisão de Homicídios de Niterói, afirmou, em entrevista à TV Globo, que não descarta a participação de qualquer familiar do pastor em seu assassinato, o que incluiria Flordelis.

Ela descartou a suposta perseguição narrada pela deputada, assim como um suposto latrocínio.

Lomba afirmou que as investigações continuam para apurar todo o contexto do crime e que "várias pessoas" ainda devem ser ouvidas.

O celular de Flávio Rodrigues, 38, que confessou ter disparado seis tiros contra o pai, continua desaparecido, assim como o aparelho da vítima.

Nas redes sociais, Flordelis negou a acusação de que estaria escondendo os celulares e disse que ficará aliviada caso os aparelhos sejam encontrados.

Ela também afirmou que as confissões dos dois filhos não são suficientes para condená-los. "Eu não quero acreditar [na autoria dos filhos] e o meu coração de mãe me dá direito à esperança", escreveu.

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS)