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Justiça nega liminar de Neymar para interromper investigação por vazamento

Os advogados do atleta alegaram "presença de excludente de ilicitude em fato praticado pelo paciente"

Por Redação Portal T5

22h17
Foto: Reprodução/Instagram

PORTO ALEGRE, RS (UOL/FOLHAPRESS) - A Justiça do Rio de Janeiro negou nesta sexta-feira (7) o pedido feito pela defesa de Neymar para interromper a investigação que é conduzida contra o jogador por publicar imagens íntimas de Najila Trindade, modelo que o acusa de estupro após encontro em Paris.

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Os advogados do atleta alegaram "presença de excludente de ilicitude em fato praticado pelo paciente" na solicitação por um habeas corpus que travasse o inquérito.

O juiz, no entanto, disse que "não se vislumbra qualquer ilegalidade na noticiada apuração criminal".

"Na realidade, trata-se de crime de mera conduta, bastando que o agente pratique os núcleos do referido crime (art. 218, C do CP) para que, em tese, seja configurado o delito."

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"Tal configuração depende da regular tramitação do Inquérito Policial. Por outro lado, ainda não é possível fazer qualquer discernimento em torno de eventual inexistência de conduta dolosa."

"Acrescente-se que não se percebe qualquer das hipóteses elencadas no §2º do art. 218 C do C, que poderiam acarretar a exclusão da ilicitude. Assim, por não enxergar a presença de ilegalidade ou ilicitude na noticiada apuração policial, indefiro a liminar", disse o despacho de Paulo Roberto Sampaio Jangutta, da 41ª Vara Criminal, do Tribunal de Justiça do RJ.