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Justiça condena pai, madrasta e mais dois pela morte do menino Bernardo

A decisão foi dada após cerca de 50h de julgamento, divididas em cinco dias. Os quatro já estavam presos e voltarão à cadeia

Por Carlos Rocha

20h08

Nesta sexta-feira (15), o Conselho de Sentença do Tribunal do Júri condenou quatro pessoas pela morte do menino Bernardo Uglione Boldrini, incluindo o pai e a madrasta da criança.

Leandro Boldrini (pai) teve pena fixada em 33 anos e 8. Graciele Ugulini (madrasta) terá que cumprir 34 anos e 7 meses de prisão. Já Edelvânia Wirganovicz (amiga de Graciele) e Evandro Wirganovicz (irmão de Edelvânia), cumprirão 23 anos e 9 anos e 6 meses, respectivamente. Todos eles permanecerão, até o momento, em regime fechado. As condenações saíram após cerca de 50h de julgamento, divididos em cinco dias.

O julgamento foi conduzido pela magistrada Sucilene Engler Werle do Foro de Três Passos (RS).

Bernardo foi morto por superdosagem de medicamento em abril de 2014 e enterrado em uma cova aberta à mão. Os quatro réus já estavam presos e retornarão às penitenciárias ainda nesta sexta.

Confissão

Graciele Ugulini, madrasta do menino Bernardo, começou o depoimento no quarto dia de julgamento, que ocorreu na segunda-feira (11). Ela afirmou que a maioria dos fatos ocorridos durante o assassinato de Bernardo, em abril de 2014, é verdadeira.

“O Leandro não tem nada a ver, só quero o perdão dele. O Leandro não tem nada a ver com isso, é tudo culpa minha”, afirmou a enfermeira acusada de homicídio triplamente qualificado sobre envolvimento na morte do garoto.